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Morte de turista no Beach Park, no Ceará, completa um ano; família e parque ainda negociam acordo

Inaugurado dois dias antes do acidente que matou o radialista de Sorocaba, o toboágua Vainkará permanece fechado.

Por G1 CE

16/07/2019 às 09h41

Vainkará, toboágua do Beach Park onde ocorreu acidente, tem 29,5 metros de altura (Foto: Arquivo pessoal - Eduardo Tchao/TV)

O acidente que matou o radialista Ricardo José Hilário da Silva, em um brinquedo do parque aquático Beach Park, no Ceará, completa um ano nesta terça-feira (16), sem respostas. A família da vítima e a empresa ainda tentam um acordo judicial.

O turista de Sorocaba estava na boia do brinquedo “Vainkará” com mais três pessoas, no dia 16 de julho de 2018, quando caiu e bateu a cabeça. A atração havia sido inaugurada dois dias antes. Apesar de ser socorrido de imediato, Hilário morreu ainda no parque. Ele era turista de Sorocaba, em São Paulo, onde foi sepultado depois do acidente. O brinquedo permanece fechado.

A família de Hilário entrou com ação civil pedindo indenização por danos patrimoniais, ou seja, referente ao que a viúva e a filha da vítima deixaram de receber com sua morte. O valor pedido não foi informado. O advogado do caso, João Vicente Leitão, revela que ainda entrará com ação por danos morais. “Pelo que elas sofreram e sofrerão pelo resto da vida”, afirma.

Em nota, o Beach Park confirma existir uma proposta sob avaliação e reitera ter prestado “toda assistência às vítimas e familiares”, garantindo aos frequentadores, colaboradores e parceiros, continuar aperfeiçoando seus procedimentos de segurança e promovendo o debate com o setor para que a experiência no Beach Park seja cada vez mais segura e agradável.

Imagem feita segundos antes de acidente mostra radialista (à direita) com outras três pessoas na descida de brinquedo do Beach Park onde houve acidente (Foto: Reprodução)

Inquérito
Segundo o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE), o processo criminal em tramitação na 2ª Vara do município de Aquiraz, onde o parque está localizado, permanece na fase de inquérito policial. A Polícia Civil do Estado do Ceará, por sua vez, informou que o relatório da Delegacia de Proteção ao Turista (Deprotur) foi concluído. O Ministério Público Estadual ainda não apresentou denúncia.

O Beach Park afirma ter recebido laudo da empresa americana ESi, referência no mercado em investigações dessa natureza, comprovando que o brinquedo “apresenta falha de projeto, alterando a trajetória da boia independentemente do peso, o que foi determinante para ocorrer o acidente”. Segundo o relatório, concluído em maio, “o design do referido toboágua resulta em situações onde a boia se torna instável e não segura, mesmo quando o peso dos usuários soma menos que os 320 kg recomendados pela ProSlide”.

As empresas que fazem os projetos e a instalação de brinquedos em parques aquáticos, ainda segundo o Beack Park, são responsáveis por garantir a excelência do projeto e da instalação, cabendo aos parques escolher um fornecedor qualificado e garantir que a operação do brinquedo se dê de forma adequada, como consta nos manuais dos fabricantes. Por fim, afirma que, “diante da perícia e com a certeza de ter seguido todos os procedimentos corretos na operação da atração, o Beach Park está avaliando as medidas jurídicas aplicáveis ao caso”, diz a nota.

Fonte: G1 CE - https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2019/07/16/morte-de-turista-no-beach-park-no-ceara-completa-um-ano-familia-e-parque-negociam-acordo.ghtml

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